Visitas técnicas dos alunos de Arquitetura dos professores Fábio Salmeron e Weslainy Lemos

Com base no relatório de Prática Formativa dos professores Fábio Salmeron e Weslainy Lemos do curso de Arquitetura e Urbanismo da FANESE, alunos da disciplina Estética e História da Arte (I e II) e Detalhamento Arquitetônico, respectivamente, seguem informações sobre as visitas técnicas (aulas externas) realizadas no primeiro semestre deste ano.

A visita com os alunos do professor Fábio ocorreu fora do “cubo branco” do Museu da Gente Sergipana Governador Marcelo Déda e no Largo da Gente, como proposta imersiva, que teve origem nas provocações oriundas da sala de aula. O encontro teve início às 10h e prolongou-se até 14h, sempre acompanhado de “bate-papo” entre o professor Fábio e os alunos, cujo teor ia dos aspectos históricos, destacando a inauguração em 26 de novembro de 2011, às características tecnológicas de relevância cultural – é o primeiro museu de multimídia interativo do norte e nordeste, sendo comparável ao museu da Língua Portuguesa e ao museu do Futebol, ambos em São Paulo.

O professor Fábio destacou, para os alunos, que “O museu é voltado para expor o acervo do patrimônio cultural material e imaterial do estado de Sergipe, através de instalações interativas e exposições itinerantes. A diversidade histórico-cultural proporciona a possibilidade de novas reflexões, principalmente a partir da interatividade, combinando com a análise coletiva dos alunos.” Os alunos sentiram-se confrontados por novas propostas estéticas, tecnológicas e sociais e, uma vez diante dessas provocações, passaram a reagir de acordo com seus pensamento, percepções e sensações.

Além das referências à História de Sergipe, foi importante destacar para os alunos que no âmbito da arquitetura, enquanto preservação da memória arquitetônica, o projeto do museu da Gente Sergipana foi vencedor do prêmio “O Melhor da Arquitetura 2012”, na categoria restauro, promovido pela Editora Abril, através da revista Arquitetura e Construção.

Com relação às matérias, por onde a arquitetura transita, o professor Fábio ressaltou algumas que são circulares: os elementos da composição visual, comunicação visual para arquitetura, estética das cidades, as artes popular, contemporânea, sergipana, incluindo o folclore. Para ele, o museu, como espaço de reflexão e descobrimento arquitetônico, é apenas alguma das referências que servem de orientação, para que os alunos tenham uma noção mais especifica do lugar que estão transitando.

“Com isso, enriquecemos nossas falas, baseadas nas transformações ocorridas com a prática estimulada e tornando nossos alunos capazes, enquanto estudantes de arquitetura, de perceberem o mundo à sua volta, seu cotidiano e os materiais que os cercam, de forma única, proativa e crítica.”, completou Fábio.

Já os alunos de Alunos de Detalhamento Arquitetônico tiveram aula na Marmoraria Sergipe, ministrada pelo proprietário Alex Batalha, sobre “ Pedras Ornamentais”, acompanhado da professora Weslainy Lemos. A aula teve início às 8 horas e perdurou até 11h30min.

Com experiência de mais de 30 anos no mercado de pedras, Alex apresentou diversas curiosidades sobre o universo das pedras ornamentais, desde a origem dos usos até as curiosidades corriqueiras de instalação de bancadas. A aula teve início com a explanação sobre a disponibilidade das pedras no mercado, as diferentes pedras ornamentais, as diferenças e semelhanças entre o granito e o mármore, as variações de tonalidades e usos na construção civil, a apresentação das pedras artificiais, propriedades químicas e físicas, motivos de criação das pedras, tais como as possibilidades diversas de uso, uniformidades nos tons e a questão estética para finalidade de acabamentos.

De forma metodológica, as pedras foram apresentadas uma a uma, destacando-se: granitos, mármores, silestones, limenstones, marmoglass, nanoglass entre outras. Também outros tipos de pedras e locais indicados para uso, foram apresentados, indicando as melhores práticas de detalhamento para que as peças sejam executadas corretamente. Alex falou, de forma prática, sobre as peças modelos, mostrando como desenvolver detalhes, para melhor compreensão, bem como a melhor forma de evitar retrabalhos em obras ou trabalhos executados diferentemente do idealizado pelo arquiteto, isto é, detalhar, corretamente, cada peça, com seus encaixes e tipos de cortes, até porque as formas de instalação de cada peça dependem do detalhamento arquitetônico.

Para a professora Weslainy, “A visita foi de grande auxílio, para que os alunos compreendessem que a execução de qualquer peça em uma obra não depende, apenas, da inventividade do arquiteto, mas da compreensão do material utilizado e como ele pode ser trabalhado (limites de usos, locais, pesos, cortes, entre outras particularidades técnicas de cada elemento construtivo).” Os alunos mostraram-se satisfeitos com a aula externa e fizeram um relatório técnico sobre a visita.


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