Alunos de Arquitetura e Urbanismo fazem visita técnica em Salvador

Na sexta-feira, 28 de setembro, 43 pessoas, entre alunos e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da FANESE foram a Salvador, em uma viagem curta de apenas um dia, mas com um aproveitamento de estudo e reconhecimento, que caracterizasse uma das significativas visitas técnicas previstas no planejamento pedagógico do curso.

Sendo uma cidade que tem uma importância nacional, sob o ponto de vista histórico, econômico e sociocultural, com destaque no patrimônio da humanidade, Salvador tem um excelente conjunto de obras arquitetônicas, que inclui vários monumentos tombados, reconhecidamente exemplos pedagógicos de arquitetura diversificada. Entre vários e importantes equipamentos urbanos catalogados no roteiro, apenas três foram selecionados pela Coordenação do curso: o Teatro Castro Alves, a Casa do Carnaval e o Solar do Unhão.

O teatro, que é propriedade do governo da Bahia, teve seu projeto original feito pelos arquitetos Alcides da Rocha Miranda e José de Souza Reis, em 1948. Porém o edifício construído foi desenvolvido pelo arquiteto José Bina Fonyat Filho e pelo engenheiro Humberto Lemos Lopes. Com suas linhas e conceitos modernistas, chocava a sociedade baiana daquela época, que era avessa a novidades, e incomodava os políticos em disputa pelo poder local, dada a grandiosidade do edifício. O prédio foi agraciado com menção honrosa na IV Bienal de São Paulo no ano de 1957.

Com capricho e o uso da tecnologia e da interatividade, a Casa do Carnaval conta a história da folia, abrigando atividades relacionadas, em uma viagem visual e sensorial, com diversos recortes temáticos da festa que está no âmago da cultura popular, das transformações sociais e da formação da identidade baiana. A Casa tem curadoria de Gringo Cardia, o mesmo que comandou, também em Salvador, o projeto de implantação da Casa do Rio Vermelho, onde moraram, por 40 anos, um dos maiores escritores brasileiros, Jorge Amado, e a esposa Zélia Gattai.

A Casa do Carnaval também abriga o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, que restaurou e adaptou uma edificação eclética localizada à cavaleiro da encosta, ao lado do Plano Inclinado Gonçalves, um dos ascensores urbanos construídos no século XIX para ligar as Cidades Alta e Baixa.

O Solar do Unhão constitui-se em um expressivo conjunto arquitetônico, integrado pelo Solar, pela Capela de Nossa Senhora da Conceição, um cais privativo, aqueduto, chafariz, senzala e um alambique com tanques. O conjunto sedia, atualmente, o Museu de Arte Moderna (MAM) da Bahia. Foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na década de 1940. Posteriormente, foi adquirido pelo Governo do Estado para sediar o Museu de Arte Moderna da Bahia. Após um trabalho de restauração, com projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, o MAM foi inaugurado em 1969, oferecendo oito salas de exposição, teatro-auditório, sala de vídeo, biblioteca especializada e banco de dados.

Em suma, foi uma viagem ao passado e à contemporaneidade arquitetônica de três equipamentos urbanos da cidade, onde os alunos puderam perceber as relações que estes prédios possuem com a cultura e a sociedade local. Para o coordenador professor Cristiano Pacheco, o curso de Arquitetura vem proporcionando, cada vez mais, momentos de aprendizado e aprimoramento aos alunos. “O propósito é sempre deixarmos os alunos interados com o que há de importante na Arquitetura do mundo, pois o Arquiteto é do mundo e nossos alunos precisam entender isso para que, dessa forma, a arquitetura que eles venham produzir, enquanto profissionais, não esteja limitada em qualquer tipo de barreiras e divisas.”, ressaltou Cristiano.


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