O NAP da FANESE fez pesquisa sobre violência do gênero na faculdade

A pesquisa provém de três fontes motivadoras: promoção de uma audiência pública pelo Ministério Público Federal (MPF) e Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Sergipe (OAB/SE), no dia 26 fevereiro deste ano, sobre o tema “Violência de gênero no meio acadêmico: assédio sexual, prevenção e enfrentamento”; participação da FANESE no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Aracaju); denúncias de algumas alunas no Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP) da faculdade sobre assédio moral e outros casos de violência leve sofridos por elas, a partir de alguns professores e colegas de sala de aula.

 A FANESE já vinha mantendo, anualmente, duas a três campanhas pelo fim da violência do gênero, principalmente contra as mulheres. Agora, o NAP partiu para uma pesquisa exploratório-descritiva de campo, aplicada de forma aleatória acidental às pessoas dos diversos segmentos da faculdade, por meio de um questionário semiestruturado. Foram 185 pessoas, entre alunos(as) e colaboradores(as) voluntários(as), que atenderam à chamada da pesquisa. Isto representou, aproximadamente, 66% do sexo feminino, 32% do masculino e 2% das pessoas que não quiseram revelar o gênero. E, para coletar evidências sobre os casos registrados pelo NAP, o objetivo principal da pesquisa foi verificar, junto aos discentes e colaboradores, que sofreram algum tipo de violência no ambiente acadêmico, se teriam interesse em denunciar o agressor.

Entre os dados coletados, 34% das mulheres e 29,9% dos homens apontaram ter sido vítimas dos tipos assédio moral e violências leves. Entre as violências leves, destacaram-se: o insulto, as piadas ofensivas, xingamento desqualificando colegas e, consequentemente, humilhando-os(as) em público, além de terem o corpo tocado sem consentimento da vítima, Esses dados foram revelados por 10,5% das mulheres e 1,6% dos homens. Para os dois sexos, esses tipos de violência não foram justificados por causa de gênero, mas em razão do ambiente acadêmico competitivo existente na faculdade. Tendo em vista o objetivo principal proposto, constatou-se que as pessoas pesquisadas não demonstraram vontade de denunciar seus/suas agressores(as).  

Entre as medidas para mitigar as ocorrências indesejadas, o NAP, juntamente com os coordenadores de cursos e a equipe do setor de Práticas Jurídicas, manifestam-se, favoravelmente, pelo fortalecimento das campanhas preventivas, aumentando o convite a psicólogos(as), pedagogos(as), advogados(as), integrantes de conselhos municipais e estaduais, bem como profissionais da própria FANESE. “É preciso ampliar as exposições e discussões sobre a violência no meio acadêmico, em suas diversas formas de manifestação.”, lembra Analice Bento, professora e assessora do NAP.  

O NAP está disponibilizando uma cartilha de orientação e de esclarecimentos, incluindo uma lista de delegacias específicas, para discentes e colaboradores(as), além um email seguro para denúncias sobre vítimas de violência na faculdade. Entre as sugestões de discentes, há pedidos de mais palestras esclarecedoras sobre o assunto, um canal de atendimento e de denúncia, bem como viabilizar um WhatsApp direcionado a todos(as) aluno(as), colaboradores(as) e professores(as), para tirar dúvidas, socializar depoimentos e receber esclarecimentos cabíveis.


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