Mais uma Semana do Meio Ambiente bem sucedida (II)

A primeira parte da matéria sobre as atividades durante a Semana do Meio Ambiente, versão 2019, está no portal de nossa faculdade. Destacou-se uma síntese histórica sobre os encontros mundiais a respeito do tema, com foco no Protocolo de Kyoto (1997) e no Acordo de Paris (2010), quando os países mais ricos do mundo (G20) se comprometeram a ajudar, financeiramente, as nações em desenvolvimento, com US$ 100 bilhões por ano (a partir de 2020), para que estas possam desenvolver sistemas e projetos para redução da emissão de gases de efeito estufa.

Neste ano (2019), a reunião da cúpula (14ª) do G20 está sendo realizada em Osaka, Japão, e a agenda internacional segue desta sexta 28 de junho até sábado 6 de julho. O fato mais importante, neste primeiro dia, foi o da celebração do acordo pluridimensional assinado entre países do Mercado Comum Europeu e o do Mercosul. Uma segunda novidade, principalmente para o Brasil, foi a indicação de nosso país para entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), algo que se tentara, com expectativa de que o pedido de candidatura fosse aprovado rapidamente, o que não aconteceu. Agora, o Brasil passa a ser um parceiro-chave da organização, conhecida como clube dos ricos, desde 2007. Mas há controvérsias sobre vantagens e desvantagens deste intento, motivo de um bom seminário.

No dia 5 da Semana do Meio Ambiente, destacaram-se as Catadoras de mangaba, com uma feira de produtos comercializáveis, como doces e licores, a partir frutas tropicais, a exemplo da manga e mangaba. Foram distribuídas sementes nativas e aberto um espaço, em formato de mesa redonda, para exposição e discussão sobre o desenvolvimento dessa atividade produtiva. Catadoras de mangaba e professoras Rita Simone, responsável pelo projeto da Feira, Luciana Franco, professores Pablo Boaventura, Sandro Ribeiro e Bira, além de alunos de marketing interessados nos depoimentos e nas reflexões dos professores, fizeram suas colocações para a melhoria desses relacionamentos, cujo intercâmbio de novas informações serve de motivação para os presentes.

Ainda nessa noite, houve uma palestra importante, na sala 21 do Bloco B, proferida pelo professor Msc. José Carlos Santos Cunha, que discorreu sobre o tema A Geopolítica do Brasil no cenário das mudanças climáticas. O mestre fez uma farta explanação sobre as seguidas mudanças climáticas e as sérias consequências para o meio ambiente e, em particular, para as populações menos assistidas, socioeconomicamente. Desde 2015, surgiram diversas análises sobre o assunto, destacando-se os estudos sobre a evolução de perfis de emissões de gases e do efeito estufa, bem como a inserção da aparelhagem tecnológica capaz de contribuir, com a adoção de modelos e simulações computacionais, para a prevenção de mudanças climáticas no Brasil. As populações minoritárias, mais pobres, têm sido lembradas nesses eventos.

A última parte sobre (III) da matéria sobre a Semana do Meio Ambiente-2019, nos dias 6 e 7, será inserida no portal, um dia após a divulgação desta (II).


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