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O PERFIL DE UM BOM PROFESSOR


Docente de boa qualidade está sendo, infelizmente, uma raridade. Afinal de contas, com as exceções de profissionais que já nasceram com o dom da docência, os profissionais atuantes nas instituições de ensino superior são oriundos das diversas áreas do conhecimento que não tiveram uma preparação mínima para o exercício da docência.

De maneira geral, eis uma síntese das principais características indispensáveis a um bom docente:

  1. No primeiro dia de aula do semestre letivo, o professor, além de sua apresentação formal, deverá expor aos alunos um plano de ensino da disciplina a ser executado ao longo do semestre letivo, bem como a sua importância para a formação profissional do aluno.
  2. Como planejado, ao longo do semestre cumpre com todo o conteúdo programático da disciplina e, se a carga horária for insuficiente, ao invés de fazer críticas, busca solução junto ao coordenador do seu curso.
  3. Para cada aula, programa o que vai ministrar sempre com objetivos e metas bem definidos a serem alcançados no final da aula.
  4. É um entusiasta do exercício da profissão de docente. Tem compromisso com a qualidade do seu trabalho.
  5. Movido pelo prazer da profissão, está sempre procurando se atualizar. Assim, por conta deste comportamento, seu trabalho é realizado com qualidade, atraindo a atenção e a admiração dos seus alunos.
  6. Em suas aulas, procura sempre incentivar a discussão científica produtiva no âmbito do conhecimento de sua disciplina, buscando sempre fazer uma ponte entre a teoria acadêmica e a realidade do mundo real, evitando, no entanto, assumir posturas controversas em temas, que normalmente culminam com discussões improdutivas e intermináveis.
  7. O bom docente tem critérios de avaliação bem definidos para com seus alunos. Seu compromisso é com a qualidade do que faz. Com bom senso, procura dosar rigidez com flexibilidade em suas avaliações, fazendo com que seus alunos assumam suas responsabilidades.
  8. Sabe elaborar as avaliações de modo a valorizar os alunos compromissados com o saber, buscando, no entanto, incentivar os mais relapsos a mudarem de postura. Neste sentido, as avaliações devem ser feitas buscando sempre valorizar o mérito em detrimento da irresponsabilidade.
  9. Visita sempre a Biblioteca, procurando não só orientar seus alunos para a leitura de bons textos, mas, sobretudo, disponibilizar informações ao coordenador do seu curso para aquisição de livros no âmbito do conhecimento de suas disciplinas.
  10. Só aceita ensinar disciplina que efetivamente tem conhecimento, e que, portanto, esteja preparado para este fim.
  11. Tem boa freqüência e é pontual quanto ao início e ao término de suas aulas, dando uma demonstração ética do cumprimento de suas obrigações para alunos. Não deve ser exigido dos alunos o que o próprio docente não cumpre.
  12. Está sempre presente às reuniões programadas pelo seu coordenador de curso, colaborando com idéias didáticas – pedagógicas para a qualidade do curso.
  13. Sendo profissional de magistério, e, portanto, compromissado com a qualidade do seu trabalho na instituição, além da carga horária ministrada, procura sempre se engajar em outras atividades, a exemplo da orientação de relatórios de estágio supervisionado e de monografias.
  14. Sabe bem utilizar o quadro, mesmo sem o uso de instrumentos didáticos – pedagógicos. Sua aula é um momento de prazer para os alunos.
  15. Tem personalidade sólida, atributo que inspira a confiança dos seus alunos. Não usa dois pesos nem duas medidas em suas decisões em sala de aula. É respeitoso e trata seus alunos do mesmo modo como gostaria de ser tratado.
  16. Utiliza data – show e outros instrumentos didáticos – pedagógico quando é necessário, dada a sua não necessidade de camuflagem de aulas.
  17. Sabe interagir com os alunos. Exercita a arte da boa transmissão de conhecimento, sempre buscando ensinar os alunos a aprender.
  18. Com a consciência do papel de educador, procura sempre orientar seus alunos não só no que diz respeito aos conhecimentos da disciplina, mas, também, quanto à convivência com o cenário do mundo globalizado.
  19. A depender da natureza da disciplina ministrada, procura alternativas simples para transmitir conhecimento, a exemplo de visitas técnicas locais. Sempre busca desenvolver interação entre o teórico com o pragmatismo do mundo real.
  20. Em verdade, o bom e verdadeiro docente tem dois momentos distintos ao entrar numa sala de aula: Prazer quando a aula se inicia, e tristeza quando termina.
  21. Este é o tipo de docente que a FANESE deseja inserir no seu quadro.
  22. Quando solicitado, está sempre disposto a colaborar com a Instituição.
  23. O mau professor é o contrário de tudo o que aqui foi exposto.

Não se trata de ficção. O que acabei de expor foi por mim vivenciado ao longo dos meus 49 anos de magistério e de convivência com docentes e alunos.

Ionaldo Vieira Carvalho
Diretor geral da FANESE


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