TESTANTO NOVAMENTE 

 

 

 

 

 

 

o experiência de conhecer com riqueza de detalhes as histórias da nossa cultura ainda é uma exclusividade para grande parte da sociedade. Entretanto, um projeto dos estudantes de Direito da Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe (FANESE), provou que no Museu da Gente Sergipana, a acessibilidade, principalmente às pessoas com deficiência visual, faz parte da rotina.
O projeto desenvolvido por alunos da disciplina de Práticas Extensionistas III, intitulado “Todo mundo é cidadão?”, foi realizado junto ao Museu para a 22ª Semana Nacional dos Museus. Os estudantes foram capacitados para conduzir visitas guiadas inclusivas para pessoas com deficiência visual.
Segundo a orientadora responsável, Dra. Ariadne Cedraz, o projeto tem o objetivo de ampliar as oportunidades da instituição e proporcionar uma experiência enriquecedora para toda a comunidade visitante, permitindo o contato com a cultura sergipana e o aprendizado.
“O projeto se torna importante quando a gente compreende que a visita mediada é um direito da pessoa com deficiência visual, e o Museu da Gente Sergipana consegue atender essa necessidade”, afirma Ariadne.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil, sendo 500 mil cegas e cerca de 6 milhões com baixa visão.
De acordo com a coordenadora do Museu da Gente Sergipana, Karla Jamylle Santos, a instituição reflete a preocupação em ser acessível através da execução de mediação em libras, audiodescrição, inglês e espanhol.
“Eu acho que essa parceria com a Fanese veio para somar com o que a gente já desenvolve. Por meio dela, percebemos que podemos ter mais educadores capacitados para mediação em audiodescrição no Museu,” acrescenta.
A estudante de direito, Nathália Oliveira, afirma que a participação no projeto foi muito enriquecedora. Durante a experiência de aprender e compreender as dificuldades da pessoa com deficiência visual, os alunos puderam refletir sobre a necessidade de se colocar no lugar do outro.
“Eu acredito que o que mais aprendi foi a me colocar no lugar do outro, assim como reconhecer a minha responsabilidade enquanto operadora do direito de auxiliar as pessoas a conhecerem os seus direitos”, afirma.
Ao passo que dá visibilidade às pessoas com deficiência visual, o projeto também permite a atuação dos alunos de direito, o que indica novas possibilidades de garantir que o direito dessas pessoas à cultura e ao lazer seja assegurado, contribuindo para uma sociedade cada vez mais inclusiva, pontua Ariadne.
“A vivência dos estudantes na capacitação da visita mediada, além da participação no projeto como um todo, possibilita um conhecimento que é de ordem da sensibilização, uma aprendizagem significativa e afetiva, algo que garante empatia e uma formação que haverá de proporcionar uma atuação profissional humanizada”, conclui a professora.
A inserção da extensão na estrutura curricular dos cursos de graduação e dos tecnólogos da Fanese pretende proporcionar uma formação integral dos estudantes para sua atuação profissional, bem como promover a transformação social.

 

 

AUTORA lOREM IPSUM

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