Na Fanese, o expediente começa cedo. Tem quem abre o laboratório antes das sete. Quem atende o primeiro aluno antes mesmo do café esfriar. Quem decide, planeja, corrige e constrói, sem que ninguém precise chamar atenção para isso. No dia 8 de março, nós paramos por um momento. Não para lembrar que elas estão aqui, mas para olhar, com calma, tudo o que já foi feito enquanto o mundo estava distraído.
A trajetória acadêmica de Marluany Poderoso, que foi da coordenação do curso de Direito, sua área de atuação, à coordenação acadêmica, é marcada pela advocacia, docência e mais recentemente pela gestão pedagógica. Para ela, assumir essa posição, é algo muito desafiador e ao mesmo tempo gratificante, pois mulheres estão ocupando lugares antes inimagináveis.
“Ocupar esses lugares, até há um tempo atrás ocupado somente pela figura masculina, por si só já é uma quebra de paradigma, uma quebra de cultura muito grande. E obviamente que, dentro de uma sociedade ainda patriarcal, ainda machista, nós encontramos algumas resistências, muitas vezes temos que estar o tempo inteiro nos reafirmando. Mas, eu penso que quando você trata a gestão de uma forma humanizada e, principalmente, quando você consegue mostrar o seu valor a partir de todo o conhecimento técnico, isso gera uma autoridade dentro de tudo aquilo que você foi designada a gerir”, destacou.
Por outro lado, durante sua jornada, a docente também encontrou pessoas que chegaram para acrescentar, principalmente mulheres. Ela destaca também que esse é um reflexo da sororidade no ambiente corporativo. “Eu penso que quando você trata a gestão de uma forma humanizada e, principalmente, quando você consegue mostrar o seu valor a partir de todo o conhecimento técnico, isso gera uma autoridade dentro de tudo aquilo que você foi designada a gerir”, acrescentou.
Já a história da professora Ellen Santos teve início ainda na infância, quando brincava de ensinar. A aptidão da professora continuou e com 18 anos ela começou a lecionar em uma escolinha, ensinou inglês básico para crianças PCDs. Atualmente, a profissional integra o quadro de docentes da Fanese, algo que a faz muito feliz.
“Enquanto mulher, percebo que a presença feminina no meio acadêmico está cada vez mais forte, embora ainda enfrentamos maiores cargas de rotina do dia a dia, principalmente as que são mães como eu. A falta de rede de apoio, a cobrança por presença mais ativa tanto no profissional como em casa, são dilemas enfrentados por nós mulheres nos dias atuais. Acredito que, para uma aluna que está estudando e sonhando com a futura vida profissional e uma estrutura de vida melhor, me ver como professora, pode ser um incentivo”, enfatizou.
A docente Jeane Mota também precisou conciliar a vida profissional com a pessoal, algo que não foi fácil, mas que com sua determinação e autoconfiança conseguiu ocupar um espaço como mulher na sociedade de forma profissional.
“A educação é base, eu aprendi isso, e tento incentivar com motivação e respeito sempre. Como mulher, eu tento passar ética e competência para motivar minhas alunas a seguirem em frente sempre. Eu acredito que é sobre não deixar os medos e as incertezas atrapalharem os seus objetivos acadêmicos, que a persistência neste momento abrirá portas para um futuro lindo para elas”, concluiu.
A Fanese se orgulha de contar com mulheres que, com suas trajetórias refletem dedicação, compromisso e inspiração diária, reafirmando o protagonismo feminino como força essencial para o crescimento da instituição e para a construção de um futuro com mais oportunidades e equidade.
Amanda Custódio e Larissa Barros