Fanese promove debate sobre violência de gênero e interseccionalidade

Roda de conversa reuniu especialistas para discutir enfrentamento à violência contra a mulher e fortalecimento das redes de apoio.
Amanda Custódio - Ascom Fanese

A violência de gênero segue como um dos principais desafios sociais e exige debate constante em diferentes espaços. Com esse foco, a Fanese realizou a roda de conversa “Elas merecem? Interseccionalidade na violência de gênero“, reunindo especialistas para discutir o enfrentamento à violência contra a mulher, na última quinta-feira (30). O evento contou com a participação da delegada Georlize Teles, da coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Sabrina Smith, e da arquiteta Acácia Setton, com mediação da professora da Fanese, Ariadne Cedraz.

A delegada de Polícia Civil e secretária estadual de Políticas Públicas para Mulheres, Georlize Teles, destacou a importância da iniciativa no ambiente acadêmico como espaço de reflexão sobre um problema que atinge toda a sociedade.

“Falar sobre violência contra a mulher é falar sobre a sociedade. Quando se atinge uma mulher, não se atinge apenas ela, atinge-se toda a sociedade que vive em torno dessa mulher. Então, o momento de fala aqui é muito importante. Nós temos múltiplos atores, múltiplos pensamentos e falar na academia, sem dúvida nenhuma, é essencial”, enfatizou.

Durante a roda, foram apresentados dados estatísticos pela coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Sabrina Smith. Para ela, levar essas informações ao ambiente acadêmico é fundamental para ampliar a conscientização.

“Nós estamos em um cenário assustador, principalmente para nós mulheres. Então, trazer essas informações, falar sobre os tipos de violência, a rede de apoio, onde buscar ajuda, é muito importante. E não só conscientizar as mulheres, mas também os homens. E o ambiente acadêmico é propício para isso, porque é um público misto. Eles estão em formação acadêmica, trazer essas informações para cá é algo muito relevante”, pontuou.

A arquiteta e urbanista Acácia Setton, também engenheira civil e especialista em neuroarquitetura, ressaltou que o debate é essencial tanto para a formação profissional quanto cidadã. “Aqui, a gente está realmente formando profissionais que serão cabeças de chapa em políticas públicas, seja como stakeholders de decisão, como também integrantes de equipes”.

A coordenadora acadêmica da Fanese, Marluany Poderoso, destacou que a violência de gênero é um tema de extrema relevância que precisa ser debatido no meio acadêmico. Segundo ela, o evento de transversalidade teve como objetivo informar sobre as redes de apoio e promover a conscientização não apenas dos estudantes, mas de toda a sociedade.

 

Amanda Custódio sob supervisão de Larissa Barros


Pular para o conteúdo